Madeira queimada, memória preservada

Pesquisadores da Autoridade de Antiguidades de Israel e da Universidade de Tel Aviv anunciaram recentemente a descoberta de vigas de madeira carbonizadas no estacionamento Givati, localizado na Cidade de Davi, em Jerusalém. Os especialistas associam os vestígios à destruição da cidade no fim do período do Primeiro Templo, evento tradicionalmente datado em 586 a.C.

Segundo os arqueólogos, é provável que essas vigas sustentassem a cobertura de um pátio interno e tenham se preservado graças ao material de revestimento que desabou sobre elas durante o incêndio. O achado dialoga diretamente com a memória bíblica da invasão babilônica. Em 586 a.C., após o cerco brutal e desgastante, o exército do rei Nabucodonosor rompeu as muralhas de Jerusalém. A destruição que se seguiu não foi uma destruição qualquer, mas um desmonte sistemático da capital de Judá para evitar qualquer futura rebelião. O fogo foi a arma escolhida para apagar a glória da cidade, consumindo não apenas o Templo de Salomão, mas também os palácios e residências.

Em 2 Reis 25:9, esse incêndio foi registrado nas Escrituras com uma clareza trágica e literal:

"Incendiou o templo do Senhor, o palácio real e todas as casas de Jerusalém. Todos os edifícios importantes ele os destruiu no fogo" (2 Reis 25:9, NVI).

Para saber mais, acesse: https://www.friendsofiaa.org/news-in-antiquities/2026/7/27/burnt-wooden-beams-from-the-destruction-of-jerusalem-during-the-first-temple-period-discovered-in-the-city-of-david

Fontes e referências